Universidade Islâmica arranca em Janeiro de 2012

Fonte: Jornal O PAÍS



Um ano depois de o líder da Comunidade Islâmica de Angola(CIS), Diakite Adama, ter anunciado a O PAÍS a construção de uma Universidade Islâmica de Angola (UISLA), o que parecia ser uma simples intenção desta comunidade poderá ser concretizada já a partir de Janeiro, altura em que será lançada a primeira pedra para a edificação deste estabelecimento de ensino, afirmou esta semana, em Luanda, em conversa com este jornal.

Diakite Adama que regressou recentemente da Arábia Saudita, onde esteve na habitual peregrinação à Meca, disse que, dentro de poucos dias, lhes será cedido o terreno requerido ao Governo Provincial de Luanda(GPL) há mais de um ano, no município de Cacuaco, 30 quilómetros à Norte de Luanda. Afirmou que a instituição que dirige aguarda apenas por uma notificação pelas autoridades luandenses, e, em seguida, arrancará com a construção da obra.

Ainda sem reconhecimento pelas autoridades angolanas, esta religião, cujo processo continua a merecer um estudo minucioso junto do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), adstrito ao Ministério da Cultura(MINCU), faz tempo, a Comunidade Islâmica de Angola, que agora passa a designar-se Fundação Islamica(FIS), segundo o seu líder, a iniciativa para a abertura da futura Universidade enquadra-se nas boas relações que a comunidade mantém com o Governo de Angola.

“Esta é uma das formas que encontramos para contribuirmos com o pouco que possuímos ao para o Estado de Angola, porque alguns de nós estamos aqui há mais de quinze anos, e formamos famílias com parceiras angolanas”, explicou, acrescentando que o projecto será financiado pelo Banco Mundial Islâmico, sedeado na Arábia Saudita, de quem recebeu garantias, mas sem no entanto revelar o montante que envolverá a obra, cuja maqueta assemelharse-á a de outras universidades islâmicas espalhadas em países árabes, precisou.

Assegurou que o dinheiro não constituirá nenhum empecilho para concretizar a construção da universidade, pois o mais importante, atendo-se às declarações, é a disponibilização do espaço para se consolidar o projecto. “Nós não temos problemas de dinheiro, o que pretendemos é só mesmo a autorização das autoridades deste país”, declarou. O líder espiritual da conhecida mesquita do bairro dos Mártires do Kifangondo, em Luanda, a primeira construída há 19 anos, num universo de mais de 60 espalhadas por todo o país, com maior presença na região Leste, Lundas Norte, Sul, Moxico e na província meridional do Kuando Kubango, acredita no bom senso do Governo para que se efective este desiderato.


“Creio que teremos uma resposta satisfatória das autoridades dentro em breve, porque é um projecto muito ambicioso que vai, certamente, ajudar a sociedade angolana, que acabou de sair de uma guerra fratricida”, afirmou, justificando que o objectivo não é substituir o Governo, mas é tão somente contribuir neste país que os acolheu há anos.
Reforçou que é tradição do Islão associar-se aos projectos das comunidades, porque “isto faz parte da nossa cultura religiosa e da nossa profissão de fé. Por isso, o gesto que pretendemos não deve ser entendido como uma intromissão no projecto da Reconstrução Nacional, mas uma parceria”, explicou.

A instituição não estará só vocacionada ao estudos islâmicos, mas será o próprio Governo, através da Secretaria de Estado do Ensino Superior, a definir os cursos curriculares. Anunciou também a construção de uma escola primária para 1500 alunos e um hospital para 300 camas.
Dados recentes fornecidos pelo líder desta comunidade dizem que existem mais 900 mil fiéis em todo o país, entre nacionais e estrangeiros.



Surgimento do Islão em Angola


Data da década de 60. O Islão é oriundo da República Democrática do Congo, ex-Zaire, trazido por cidadãos deste país que foram aportando em Angola, segundo apurou O PAÍS de fonte ligada à comunidade. Sem muita expressão na altura, hoje, o que parecia uma minúscula religião no nosso país, vai ganhando espaço paulatinamente, mesmo sem reconhecimento ainda das autoridades angolanas.
Contrário à crença angolana, constituída por cristãos, o Islão tem vindo a expandir-se um pouco em todo o país, com a construção de Mesquitas (Templos), com realce em Luanda e na região Leste (Lundas Norte e Sul, Moxico e na província meridional do Kuando Kubango. Com surgimento destas a coberto da laicidade, muitas vozes, sobretudo de clérigos levantam-se contra esta religião que é associada à práticas pouco abonatórias que se opõe à doutrina cristã como é a “sharia” e a “Jihad” ou guerra santa.
A sharia, segundo entendidos em teologia islâmica, é uma pena maior que é aplicada aos fiéis que cometam blasfémia contra o Islão, cuja sentença pode resultar em apedrejamento ao prevaricador, ou mesmo em morte. Mas a aplicação destas penas em países onde existam tribunais islâmicos, varia de Estado para Estado. Dados recentes da COIA referem que existem mais de oitenta mesquitas e o número de fiéis andará por volta de meio milhão.
Refira-se que a expansão do Islão tem estado a ser contestada em surdina e, em algumas vezes, publicamente por entidades cristãs, alegando que se for reconhecida poderá colocar em risco a soberania do país.

Comentários

  1. Cuidado, que no islam, maomé até assassinou Deus e allah é o maior enganador.

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  2. O que e que se passa na Nigeria ?? e em Paizes onde existem CRISTAOS e ISLAMICOS ?? Ha harmonia ?? ou guerra ?? Os Islamicos sumitas mataram recentemente muitos cristaos na NIGERIA... Se o governo Angolano quer presenciar massacres de Cristaos e so autorizar a entrada do Islao em Angola e veremos o resultado !!! Nao se familiariza cristianismo e Islamismo... Angola e maioritariamente crista e nao Islamica... Nao sou apologista da entrada do Islamismo em Angola !!

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    1. Olha amigo segue o teu cristianismo e Deixe de se intrometer no que nao de diz respeito pensas seres muito inteligente e pena que cada idea sua mostra a evoluicao da sua burrise . se voce e cristao fica cristao e morre cristao e eu morro orgulhoso muculumano ok depois de sua morte me diga nada te chegou na sua sanita do ouvido sobre o islam ok ugly

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  3. Vê-se já aqui que a reação do muçulmano contra o cristão é infeliz. Já dá sinais do fanatismo que não queremo em Angola. Batam os muitos problemas dos angolanos. Não nos venham cá impor coisas estranhas à nossa cultura. O país é de cristãos. E se os muitos responsáveis querem problems, que ousem vender o país aos intrusos!!! Esses que abrem cantinas aí, onde andaram, quando o país estava em guerra. Agora que há paz, já querem vir casar com as nossa filhas e irmãs, para se implantarem? De facto, não é justo...

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